sábado, 8 de junho de 2013

Redação de Vidro: Arlete Salles, Patricya Travassos e Elizangela bateram um papo com a população



Acostumadas a ver o público de cima do palco do Teatro João Caetano, onde estão em cartaz com a peça “A partilha”, Arlete Salles, Patricya Travassos e Elizangela estiveram frente a frente com os leitores do EXTRA no fim da tarde desta sexta-feira. As atrizes visitaram a Redação de Vidro, na Praça Quinze, e bateram um papo com quem estava por lá.

Arlete, qual personagem você mais gostou de fazer na TV?
Letícia

Eu sempre cito Carmosina (“Tieta”, 1989). Ela me recolocou na minha terra, o Nordeste, junto do meu povo, permitiu que eu liberasse meu sotaque... Além disso, era doce e romântica. Até hoje as pessoas se referem com muito carinho a ela. Mas fiz muitas outras personagens que amei. Aliás, sempre me apaixono pelo o que estou fazendo. É uma profissão que só pode ser exercida com paixão.

Patricya, eu nasci no sertão da Paraíba e lá as pessoas têm vocês, da TV, como semideusas. Como você encara isso?
Vanderley

A TV mitifica a gente. Se qualquer um de vocês um dia for fazer um comercial ou aparecer na telinha por qualquer motivo, vai virar uma imagem midiática por algum tempo. Todo mundo vai achar extraordinário, mas a gente é igual a todo mundo. Nós temos filhos, ficamos doentes, temos problemas, vamos ao dentista... A única diferença é o trabalho. Hoje, quem aparece na TV fica com essa conotação meio boba de celebridade. Isso nos transforma numa coisa que não somos.

Elizangela, o que mais marcou você na novela “Pedra sobre pedra” (1992)?
Washington

Foi uma delícia, em primeiro lugar, porque era uma novela de Aguinaldo Silva, que é um grande autor. Além disso, teve o Marco Nanini no elenco. Dividir cena com ele foi um grande aprendizado para mim. E teve ainda o Fábio Jr., que é uma gracinha. Minha personagem era uma louca que tinha um celular que não funcionava, lembram? Foi um trabalho muito divertido.

Arlete, mesmo com toda a sua experiência, ainda bate aquele friozinho na barriga antes de subir ao palco?
João

Esse friozinho existe nos primeiros dias de espetáculo, principalmente na estreia. A gente fica com medo de errar, tem pesadelo nas noites que antecedem, acha que vai esquecer o texto. Sempre existe uma emoção, uma ansiedade antes de entrar no palco. Quando deixa de existir, fica chato, porque isso é o que mantém vivo nosso trabalho.

Patricya, quais são as maiores dificuldade da sua profissão?
Vinícius

A profissão de atriz é muito instável. Você sempre entra numa novela, numa peça, num filme, com a melhor das intenções, mas nunca sabe se vai dar certo. A gente sempre trabalha para acertar, mas nem sempre acerta. Outra dificuldade é a falta de rotina.

Elizangela, eu adoro seu trabalho na televisão, mas também amava as suas músicas. Por que parou de cantar?
Conceição

Obrigada pelo carinho! Foi uma escolha. A música foi uma coisa de momento. Sempre fui atriz. Quando percebi que não dava para conciliar as duas coisas, minha opção foi atuar.