segunda-feira, 30 de abril de 2012

Arlete Salles fala sobre casamento


REVISTA SÉTIMO CÉU - Nº 220 - JULHO DE 1974






































Fonte: Revista Amiga

sábado, 28 de abril de 2012

Relembre "A Extorsão"


Estado: Em DVD
Título Original: A Extorsão
Gênero: Drama, Nacional, Policial, Thriller
Direção: Flávio R. Tambellini
Roteiro: Flávio R. Tambellini, Rubem Fonseca
Produtoção: Flávio R. Tambellini
Elenco:
Paulo César Peréio
Roberto Bonfim
Marcos Wainberg
Emiliano Queiroz
Otávio Augusto
Arlete Salles
Carlos Gregório
Lícia Magna
Carlos Kroeber
Suzana Faini
Kate Lyra
Kátia D'Angelo
Estreia no Brasil: 1975
Duração: 98 minutos

Sinopse:
Em seu apartamento de encontros, Laura e Murilo, um casal de amantes é surpreendido por um telefonema anônimo. Um chantagista exige dinheiro, do contrário criará um escândalo, divulgando fotos comprometedoras. Sentindo a resistência do casal à ameaça, o chantagista sequestra a filha de Murilo, o amante, a quem é dito que, se avisar a polícia, sua filha será morta. Também Murilo receia que seu caso com Laura seja descoberto. Após discutirem o problema, os dois resolvem assumir as consequências. Ambos colocam o seu mundo em risco, e avisam a polícia. As investigações são iniciadas e levam a história a um clímax inesperado.

Veja também "A Extorsão" por Rubem Biáfora: Capa, Matéria

Fonte: Filmow

Revista QUEM - 10 perguntas dos leitores para Lúcio Mauro Filho

5. Sua mãe é a Arlete Salles? Se for, qual é seu relacionamento com ela? 
Nils Tavares, Curitiba (PR) 


Muita gente me pergunta isso (risos)! Não, minha mãe não é a Arlete Salles, mas meu relacionamento com a Arlete é tão bom que é como se ela realmente fosse minha mãe. Ela foi casada muitos anos com meu pai, com quem teve o meu irmão mais velho, Alexandre, e é muito amiga da minha mãe, a atriz Luiza Barbalho. 


Fonte: QUEM

sábado, 21 de abril de 2012

Relembre "Duas Vidas"

Autoria: Janete Clair 
Direção: Daniel Filho e Gonzaga Blota 
Período de exibição: 13/12/1976 – 11/06/1977 
Horário: 20h 
Nº de capítulos: 154


- O alfaiate seu Menelau (Sadi Cabral) é um dos mais antigos moradores do local e tem sua casa desapropriada por causa das obras do metrô, vendo-se obrigado a morar em um apartamento na companhia do filho Tomás (Cecil Thiré), a nora Leda Maria (Betty Faria) e o neto Téo (Carlos Poyart).
- Um dia, Tomás rouba o dinheiro de seu Menelau e foge com outra mulher, Naná (Arlete Salles), deixando a família em situação muito difícil. Abandonada, Leda Maria envolve-se simultaneamente com o Dr. Victor Amadeu (Francisco Cuoco), médico que atende aos moradores da redondeza, e Dino César (Mário Gomes), sua paixão de adolescência. A história se complica quando Dino se aproxima de Cláudia (Susana Vieira), nora da proprietária de uma gravadora.



Arlete Salles sobre sua personagem:
E quanto à novela Duas vidas, da Janete Clair, você se lembra? 
Duas vidas e Baila comigo são duas novelas que se fundiram na minha cabeça, e eu não consigo lembrar dos nomes dos personagens que eu interpretei. Eu não sei o que houve, que bloqueio é esse, mas eu não consigo lembrar. 

Em Duas vidas, seu personagem era a Naná. Foi dirigida pelo Daniel Filho. Em Baila comigo, você interpretou a personagem Dolores Moreira
Essa então se apagou completamente.









domingo, 15 de abril de 2012

Entrevista - Revista Contigo



Enviado por Daianny Camargo

sábado, 14 de abril de 2012

Entrevista - Revista Quem - 08/11/2011

Se pudesse, Arlete Salles pararia o tempo. “Lembro de quando fiz 50 anos. Estava dirigindo meu carro e refazia as contas, tentando descobrir magicamente um erro”, diz a pernambucana de Paudalho. A atriz de 69 anos não esconde o incômodo com a chegada dos 70, mas não se acomoda e luta contra os sinais da idade. “Quando posso, vou à academia cinco vezes por semana”, revela a vaidosa Arlete, que tem “mania de perfumes e banhos”. 

Aos 19 anos, já era mãe do hoje ator Alexandre Barbalho, 50 anos, e estava casada com o ator Lúcio Mauro. “Sexo na época não era permitido antes do casamento. Então, o pensamento era ‘vamos casar, vamos correr com isso’”, afirma ela, que também foi casada na década de 70 com o ator Tony Tornado, 81 anos, de quem preferiu não falar. Tímida ao falar de si mesma, Arlete fala que está solteira, mas avisa que não está fechada para o amor: “A minha menina não morreu. Está aqui, com mais idade, mas está aqui”. 

No ar como a taxista Vilma de Fina Estampa, Arlete tem experiência de mais de 30 novelas, em 54 anos de carreira. Começou aos 15, na Rádio Jornal do Commercio, em Recife. “Fui de uma forma mágica, inconsciente”, relembra. A chegada à TV Globo foi no fim da década de 60, quando já morava no Rio e ainda não tinha tido o segundo filho com Lúcio Mauro – o cineasta Gilberto Salles, 40 anos. Hoje, Arlete mora com o caçula, a mãe, Severina Salles, 92 anos, e as cachorras Akira e Suzi, numa casa na Gávea, Zona Sul do Rio. 

QUEM: No próximo ano você completa 70 anos. Preparada?
ARLETE SALLES:
 Lembro de quando fiz 50. Estava dirigindo meu carro e refazia as contas, tentando descobrir magicamente um erro. Foi o aniversário mais difícil. Depois disso, vi que não mudou muito. Há perdas mais valiosas: ter que usar óculos, o joelho dá problema. Os 70 anos são assustadores porque você está a dez dos 80. 

QUEM: Você é vaidosa?
AS:
 Acho que o ser humano tem que cheirar bem. É um dever, uma obrigação. Minha vaidade é mais com isso, com os cheiros. Tenho mania de perfumes e banhos. Gosto de comprar roupas, mas não sou compulsiva. Gosto de comprar bolsas. Faço musculação, aeróbica, que é a única coisa que faz baixar o peso. Quando posso, vou à academia cinco vezes por semana. Sou marombeira. Agora estou descobrindo o pilates, meu médico me recomendou. Eu detesto restrição alimentar. Gosto de comer bobagens: sorvetes, bolos, pães. Vou morrer vendendo saúde. 


"Eu detesto restrição alimentar. Gosto de comer bobagens: sorvetes, bolos, pães. Vou morrer vendendo saúde."

QUEM: E seus hábitos mudaram?
AS:
 Quando se é jovem, ficar em casa o fim de semana é um abandono. Agora só saio se for uma coisa muito boa. Fico em casa prazerosamente, com meus dois cachorros, Akira e Suzi, lendo um belo livro. Mas a vida continua bombando dentro de mim, continua tão prazerosa quanto antes. 

QUEM: Você está solteira?
AS:
 Estou solteira, mas não caso mais, não. A minha cota já foi. Vivia sempre na esperança de encontrar o príncipe encantado. As paixões são o grande barato da vida. Não sei se vou me apaixonar. E se for surpreendida por uma paixão correspondida? A minha menina não morreu. Está aqui, com mais idade, mas está aqui. 

QUEM: Foi bom ter sido mãe tão jovem?
AS:
 Sou tão feliz com meus filhos que não poderia dizer que não foi bom. Mas não é muito bom para a criança ter uma mãe muito jovem – uma mãe com inquietações, fazendo descobertas, desejosa da vida lá fora e querendo experimentar. A maternidade tem horas que lesa a tua evolução. Até consegui conciliar bem, porque nunca faltou uma coisa: amor. 

QUEM: Você curte ser avó?
AS:
 Tomei um susto. Percebi que a vida estava passando. Ninguém é avó porque está jovem. Adoro meus netos: o Pedro, de 20 anos, e a Joana, de 15. Discordo de quem fala que ser avó é ser mãe duas vezes. Lá em casa é território livre, podem tudo. O Pedro ficou mais comigo. Quando começou a falar, ele ligava às sextas-feiras pedindo para ficar comigo no fim de semana. Chegava ao teatro com a mochilinha nas costas e eu ia para casa: uma santa criatura. Não podia namorar, passear. 

QUEM: Fina Estampa é a primeira novela em cinco anos. Estava com saudade?
AS:
 Mais que isso, há mais tempo que não fazia a novela das 9. Gosto do meu ofício em qualquer horário e em qualquer espaço. A Vilma é um personagem bacana, positivo, tem essa coisa cativante da profissão. Foi a primeira coisa que me chamou a atenção. Emprestei a ela muito da minha leveza, do meu jeito de sentir a vida, essa paixão pelo que faço. Cheguei junto da alma dela com muita facilidade. 

QUEM: Você dirige?
AS:
 Dirijo. Gosto de dirigir, mas já gostei mais. Era uma coisa meio terapêutica para mim, se estava tensa, pegava uma estrada... Gostava até de velocidade. 

QUEM: Foi muito difícil o início da sua carreira?
AS:
 Não. Naquela época, a televisão tinha uma oferta maior de oportunidades. A nossa teledramaturgia virou um sonho dourado brasileiro, como o sonho americano do cinema. Tanto que todo jovem quer chegar ao Projac, a Hollywood brasileira. Hoje é muito mais difícil começar. 

QUEM: Você lembra por que quis ser atriz?
AS:
 Esse é um mistério até para mim. Era uma menina extremamente tímida. Não existia televisão e as famílias não sonhavam ter um filho ator. Longe disso. Fui de uma forma mágica, inconsciente, aos 15 anos, para a rádio. 

QUEM: E como foi?
AS:
 Escutei um chamado pelo rádio para fazer um teste. Fui, mas não passei porque não tinha experiência. Sempre tive um vozeirão e acabei fazendo locução. Queria estar lá naquele ambiente e acabei me tornando atriz. Na minha primeira novela no rádio, o script tremia tanto na minha mão! Eram duas falas: “O doutor acabou de chegar” e “Por aqui, doutor”. 

"As paixões são o grande barato da vida. Não sei se vou me apaixonar. E se for surpreendida por uma paixão correspondida?"

QUEM: Foi lá que você conheceu Lúcio Mauro?
AS:
 Não. Morávamos na mesma rua e acabamos namorando. Qual é o grande sonho de uma menina do interior? Casar. Sexo na época não era permitido antes do casamento. Então, o pensamento era “vamos casar, vamos correr com isso”. Aí, quando casei, em princípio pensei “já trabalhei, agora vou ser dona de casa”. 

QUEM: Por que o casamento terminou?
AS:
 Durou bastante, 12 anos. Deu certo. Eu já não tinha nada a ver com aquela menina de 16 anos, que fez um casamento idealizado, com sonhos de Cinderela. 

QUEM: Você disse que pensou em deixar a carreira de atriz para ser dona de casa. O que a fez voltar atrás?
AS:
 Começaram uns encontros do Lúcio com pessoas de teatro lá em casa. Resolveram montar uma peça e queriam testar uma atriz. De dentro da cozinha, fiz um sinalzinho discreto para o Lúcio, ele não queria que eu fizesse, mas passei no teste. 

QUEM: Como foi a passagem do teatro para a televisão?
AS:
 Era uma jovem atriz, promissora, premiada e recebi convite para fazer parte do elenco. Toda minha formação profissional é nordestina. Quando chegou o videoteipe, o espaço foi ficando bem menor para os atores locais. Eu e Lúcio tínhamos conseguido um certo respeito e, em 1963, fomos transferidos para o Rio e chegamos contratados, uma situação que era rara. 

QUEM: Tinha sotaque naquela época?
AS:
 Muito e foi sofrido. Teve uma hora em que percebi: ou me libertava do meu sotaque ou ia ficar prisioneira dele. Não existia ainda a fonoaudióloga. Perdi sozinha, na cara e na coragem, uma tenacidade nipônica minha. 

QUEM: E como chegou à TV Globo?
AS:
 A Tupi dava sinais de falência, fiquei muito assustada com aquilo, foram dias difíceis. Mas como o Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, ex-executivo da TV Globo) tinha feito uma pequena temporada por lá, quando ficamos desempregados, peguei minha bolsinha e bati na porta dele. E o resto já se conhece, foi dando certo. Com trabalho, sorte, amigos, vocação, seriedade, busca e inquietação, até porque sou uma atriz puramente intuitiva. Não tenho escola de teatro.


Fonte: QUEM

REVISTA SÉTIMO CÉU - SÉRIE AMOR - NR 26 - NOVEMBRO DE 1974






































Fonte: Revista Amiga

REVISTA CONTIGO - NR 214 -NOVEMBRO DE 1976






































Fonte: Revista Amiga

REVISTA CARTAZ NR 47 - JANEIRO DE 1972






































Fonte: Revista Amiga

Revista Contigo - Poster Arlete Salles


REVISTA AMIGA - NR 100 - 18/04/72 - Arlete Salles e Tony Tornado







































Fonte: Revista Amiga

Arlete Salles - Laura (Selva de Pedra)







































Fonte: Revista Amiga

quinta-feira, 12 de abril de 2012

REVISTA AMIGA - ÁLBUM DE OURO






































Fonte: Revista Amiga

Arlete Salles na Ilha de Caras em 2008


O coração de Arlete Salles passa por um momento delicado, de análise sobre o rumo da relação de oito anos com o professor de dança Álvaro Reis. Mas a jagunçazinha - como se refere a si mesma - de Paudalho, em Pernambuco, reúne altivez, humor elegante, tolerância, amor da família e paixão pela profissão para enfrentar turbulências corajosamente. "Não sei se existem pessoas realmente corajosas. Há os que tentam e os que não. Eu tento. Se não se enfrentar as dificuldades, a vida, é melhor se enclausurar. É preciso ter o mínimo de uma força transgressora para viver", afirma ela que, aos 16 anos, fugiu de casa grávida para casar com o ator Lúcio Mauro, pai dos seus dois filhos, Alexandre e Gilberto. No ar como a Copélia de Toma Lá, Dá Cá e no cinema em Polaróides Urbanas, falou, na Ilha de CARAS, sobre seu momento.
- Você e Álvaro estão juntos?
- Estamos reavaliando nossa relação para ver qual o caminho que vamos tomar, mas sem precipitação. O certo é que gosto muito dele e ele, de mim. Só que todas as relações longevas são difíceis. Essa crise pode ter vindo para nos separar ou juntar de vez.
- Acredita em relação eterna?
- Todo mundo deseja encontrar alguém que fique em sua vida para sempre, com quem possa viajar, conversar sobre tudo, enlouquecer, tomar vinho, brincar e que também seja bom amante. Isso é utópico, não? Antigamente, queria também um homem que fosse uma rocha na qual teria sempre apoio, além de afetivo, material. Não dá. Não existe essa rocha, jamais me apoiei em ninguém. Isso faz parte da minha história.
- Quantas vezes você casou?
- Duas. Com o Lúcio Mauro, vivi 14 anos e com o 
Ivan (o maestro Ivan Paulo), 7. Sempre fiquei nessa busca do amor para sempre, debaixo do mesmo teto. Hoje em dia, acredito no amor, acredito no casamento, mas sei que sob o mesmo teto é difícil.
- Por quê?
- Porque a intimidade do cotidiano, a convivência diária atrapalha a sexualidade.
- Mudando de assunto, sua profissão a realiza?
- Plenamente...
- Mais que um homem?
- Minha profissão sempre foi leal e constante. Isso eu não encontrei nos homens.
- Você é fiel?
- Já fui infiel, mas agora não. Há mulheres que reclamam dos homens. Eu não posso me queixar de que eles foram miseráveis comigo porque eu também fui miserável com eles.








Fonte: CARAS

Relembre "Fera Ferida"

Autoria: Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares 
Colaboração: Marcia Prates e Flávio de Campos 
Direção: Dennis Carvalho, Marcos Paulo, Carlos Magalhães e Carlos Araújo 
Período de exibição: 15/11/1993 – 16/07/1994 
Horário: 20h30 
Nº de capítulos: 221 


- O enredo de Fera ferida foi inspirado no universo ficcional de Lima Barreto, mais especificamente nos romances Clara dos AnjosRecordações do escrivão Isaías Caminha,Triste Fim de Policarpo QuaresmaVida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá e em personagens dos contos Nova Califórnia e O Homem que Sabia Javanês. A história tem início quando o antigo prefeito da fictícia Tubiacanga, Feliciano Mota da Costa (Tarcísio Meira), acredita que a cidade esconde preciosas minas de ouro. Ao seu lado estavam os companheiros Major Emiliano Bentes (Lima Duarte), Professor Praxedes (Juca de Oliveira) e Numa Pompílio de Castro (Hugo Carvana). Para provar ao povo de Tubiacanga que está certo, Feliciano mostra uma enorme e brilhante pepita de ouro em plena praça pública, causando um rebuliço entre os tubiacanguenses. Com a pedra nas mãos, o prefeito consegue convencer a todos a entregar-lhe suas economias para a construção de uma empresa de mineração na cidade.
- O destino de Feliciano, no entanto, não seria tão promissor como parecia. A notícia de que a cidade estava cheia de ouro se espalha, e Tubiacanga é invadida por garimpeiros. Dos males esse seria o menor. Quando Feliciano volta da capital com a riqueza da cidade revertida em dólares, revela-se que a pepita que ele mostrara ao povo não era de ouro. Enfurecida, a população se volta contra ele. Para piorar sua situação, a mala com o dinheiro que trouxera da capital desaparece misteriosamente, e seus companheiros acabam ficando contra ele, acusando-o de ladrão. Feliciano, na realidade, fora enganado pelo assessor Demóstenes (José Wilker). Em meio a uma revolta popular, o prefeito se vê obrigado a fugir com a mulher e o filho de canoa. Perseguidos, ele e a mulher Laurinda (Lucinha Lins) são atingidos por um pistoleiro e morrem afogados. Feliciano Junior (Diogo Bandeira) enterra os pais e jura se vingar. Essa parte da história é mostrada no primeiro capítulo da novela e ao longo da trama, em flashback
.
- Quinze anos depois da desgraça, Feliciano Júnior chega a Tubiacanga, sob a identidade de Raimundo Flamel (Edson Celulari). Alquimista, cheio de mistérios sobre seu ofício e seu passado, ele aguça a ambição e a cobiça dos moradores da cidade ao se dizer capaz de transformar ossos humanos em ouro. Decidido a vingar a morte do pai, Flamel usa diversas estratégias para acabar com os responsáveis pela tragédia de sua família. Ele não contava, entretanto, que se apaixonaria perdidamente por Linda Inês (Giulia Gam), filha do prefeito Demóstenes (José Wilker), seu principal inimigo. O segundo alvo de Flamel é o Major Bentes, um homem ambicioso e prepotente, que tivera um filho bastardo com a perigosa Salustiana Maria Tibiriçá (Joanna Fomm), Cassi Jones (Marcos Winter), e vive perturbado por esse passado. Os dois travam uma verdadeira disputa pelo poder, usando como pretexto o filho que Salustiana jura ser dele. O filho legítimo de Major Bentes, Guilherme (Rúbens Caribé), é apaixonado por Linda Inês, sua namorada, mas a moça não tem o mesmo sentimento por ele. O vereador Numa Pompílio de Castro e o Professor Praxedes de Menezes são os outros alvos da vingança de Flamel.
- Ao lado de Flamel estão Genival Gusmão (Ewerton de Castro), seu secretário e ouvinte, e Margarida Pestana (Arlete Salles), irmã de Laurinda e madrinha de Flamel, a quem ele revela seu segredo. Mãe de Isoldinha (Anna Aguiar) e Sigfrida (Débora Evelyn), Margarida trabalha como costureira. Viúva, ela é discriminada pelo povo de Tubiacanga por ser uma mulher independente e por pertencer à família dos Mota da Costa. Para se vingar dos maus-tratos das ricas mulheres da cidade, Margarida tem seus pequenos truques: volta e meia deixa uma agulha no vestido, faz a saia um tamanho menor do que o número certo da cliente e desenvolve o mesmo modelo de roupa para duas mulheres que se odeiam usarem em uma mesma festa.