quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Relembre ''Lua Cheia de Amor''

Autoria: Ana Maria Moretzsohn, Ricardo Linhares e Maria Carmem Barbosa
Direção: José Carlos Pieri e Flávio Colatrello
Direção geral: Roberto Talma
Supervisão: Daniel Filho
Período de exibição: 03/12/1990 – 13/07/1991
Horário: 18h50
Nº de capítulos: 191

- Kika Jordão (Arlete Salles), personagem importante de Lua Cheia de Amor, é uma emergente que não poupa esforços para aparecer em colunas sociais e vive perseguindo Laís Souto Maia, de quem sonha se tornar amiga íntima. Kika é casada com Jordão (Carlos Zara) e mãe de Douglas e Olívia (Carol Machado). Ambiciosa e ingênua, Kika faz cursos de etiqueta e tem obsessão por mulheres ricas. Dona de uma loja de roupas de cama e mesa, a personagem foi um grande sucesso e lançou expressões que se tornaram populares, como o famoso “Fofa”.
 

Arlete Salles sobre sua personagem:
“Da Kika Jordão, a gente não pode esquecer. A novela foi escrita pela Ana Maria Moretzsohn, minha querida amiga, e pelo Ricardo Linhares. Começou com o Aguinaldo Silva no comando, e acho que a idéia intelectual foi dele. Marília Pêra veio protagonizar a novela. Ela é outra amiga adorável e querida. E eu fazia uma outra maluquetezinha, a Kika Jordão. Se a novela não fez um estrondoso sucesso, o personagem fez e eu não me lembro de ter sido tão festejada na rua como no período em que eu estava no ar como a Kika Jordão. Tinha bordões que a autora escreveu e que passaram a fazer parte do linguajar popular. Frases que eu via reproduzidas nos jornais. Enfim, acho que fora do Rio de Janeiro o personagem fez até mais sucesso. Eu ia para São Paulo fazer a peça A Partilha e os carros passavam na rua, com pessoas gritando o nome do personagem. E eram todas as faixas etárias: jovens, velhos, rapazes, aqueles ‘mauricinhos’ que você achava que não assistiam a novela. Todos passavam e gritavam: ‘Kika! Kika Jordão! Fofa!’ Era uma coisa muito, muito gostosa. Era um personagem irreverente, até cruel, mas tinha uma ótica meio infantil também: quando ela queria fazer as coisas, ela fazia a despeito de qualquer pessoa, sem respeitar o espaço de ninguém, o que tornava ela muito engraçada. Foi um personagem adorável. Aliás, eu estou sempre me encontrando com esse personagem, porque o último, agora em Porto do Milagres também tinha um pouco desse perfil.”




Fonte: Memória Globo