segunda-feira, 9 de maio de 2011

Figurinista do programa traz inspiração de Miami


Sem o figurino, Copélia não teria metade da graça. Quem garante é a própria Arlete Salles, intérprete da personagem insana de "Toma lá, dá cá". Divertidas e até polêmicas, as roupas usadas em cena ajudam os atores a compor os tipos do humorístico criado por Miguel Falabella. Ou alguém imagina a mãe de Celinha (Adriana Esteves) sem suas indefectíveis microssaias jeans, seus decotes abusados e suas bijuterias escandalosamente douradas? O visual das duas famílias, que moram no Jambalaya Ocean Drive, um condomínio fictício na Barra da Tijuca, foi inspirado na moda de Miami. 

- O figurino mais trabalhoso é justamente o da Copélia, porque há um limite estreito entre ele ficar divertido e caricato - conta a figurinista do programa da TV Globo, Sônia Soares. - Este figurino é o mais inusitado, junto com o de seu Ladir (Ítalo Rossi), pelas combinações possíveis.
O ator que o diga. Encantado com os acessórios do seu personagem - um homem que ultrapassou a fronteira do afeminado, usa terno colorido e peruca - Ítalo Rossi elege seu badulaque preferido:

- Aquele colar de cavalo é uma idéia ótima. Todas as jóias que ele usa são fantásticas. Sônia procurou muito para achar a jóia, o sapato prateado certo e a cor ideal para as roupas. O visual dele sozinho já é um personagem - diz ele. - As cores usadas, como o rosa e o vermelho, além dos cintos diferentes, fazem o Ladir mais jovem do que realmente é. As pessoas sempre me perguntam onde comprar aquelas peças. Elas acabam sendo de excessivo bom gosto, mesmo dentro daquela coisa trash.
Para criar os looks, Sônia Soares estudou as características de cada personagem e garimpou em lojas e confecções tudo aquilo que ela achou que combinava com as personalidades excêntricas que circulam no programa. Mário Jorge (Miguel Falabella), por exemplo, metido a garotão despojado, não larga as camisas de estampas, no melhor estilo Ilha da Fantasia. Já sua filha, Isadora (Fernanda Souza), não vive sem paetês, vestidos curtos e calças apertadas.

- O que torna possível a criação dos figurinos de um personagem são as características que o definem. No caso do "Toma lá, da cá", funciona mais ou menos assim: Rita (Marisa Orth) é uma mulher prática; Celinha é romântica; Arnaldo (Diogo Vilela) é metódico; Álvara (Stela Miranda) é autoritária; Copélia é uma mulher que vai além dos limites; seu Ladir é absolutamente feminino; Mário Jorge é largado; Tatalo (George Sauma) é um adolescente normal; já Adônis (Daniel Torres) é um adolescente cabeça; e Bozena (Alessandra Maestrini) é uma empregada ingênua e espontânea - explica a figurinista.