sábado, 25 de outubro de 2014

Arlete Salles volta a atuar e fala sobre o câncer: "Saudável e restabelecida"

Arlete Salles - atriz comemora boa fase (Foto: Renato Rocha Miranda/ TV Globo)


Embora sejam parceiros em muitos espetáculos consagrados, Arlete Salles e Miguel Falabella nunca dividiram o palco. Um tabu que será quebrado a partir do dia 31, quando eles estreiam no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro, a peça O Que o Mordomo Viu. "Era para eu ter estreado no início do ano. Mas a vida tem caminhos tortuosos e meu diagnóstico de câncer atrapalhou esse sonho", diz a veterana, de 72 anos, que foi operada às pressas em janeiro para a retirada de um tumor.
Como está o tratamento?
Estou bem e concluí o tratamento com êxito. Hoje posso dizer que estou saudável e completamente restabelecida. Estava com saudade de atuar e tenho certeza de que saber que o trabalho me esperava, ajudou na minha recuperação. É como diz a Marília Pêra: o palco salva tudo. 
Como surgiu a ideia de, finalmente, contracenar com o Falabella?
Eu tinha perdido minha mãe, estava muito triste e não sabia como superar isso. Miguel, em mais um dos muitos gestos carinhosos que sempre teve comigo, me chamou para fazer o espetáculo. Ele fez isso para me ajudar. E deu certo. Não dá pra dizer que é uma relação de mãe e filho, porque ele cuida bem mais de mim do que eu dele. Nossa relação é fraternal.   
Quando volta à TV?
No início do ano que vem. Vou fazer Babilônia, a próxima novela das nove, do Gilberto Braga e do Ricardo Linhares.  Minha personagem vai se chamar Consuelo e pertencer ao núcleo de humor da trama. Ela vai ser bem humorada, espaçosa, mas também muito egoísta. Já fiz muitos dramas na minha carreira, mas a comédia me chama e não tenho nenhum problema em ser reconhecida como humorista.
Como lida com a chegada da idade?
Envelhecer é ruim. Eu me cuido, mas nada exagerado e não gosto de ser como aquelas mulheres que fazem uso excessivo de plásticas e botox. Não posso reclamar: malho todos os dias, toco meus projetos, tenho meus sonhos e meus desejos. A única pena é que adoraria estar apaixonada, amando. Essa vontade de ter o amor sempre presente nos acompanha por toda a vida
Fonte:Época