sexta-feira, 14 de maio de 2010

REPLAY - Arlete Salles e o dom de fazer rir - 26/02/08

 Bastou um único episódio do seriado “Toma lá dá cá” para Arlete Salles roubar a cena e tirar  gargalhadas da platéia com a sua Copélia. A personagem, que é uma senhora com o espírito exageradamente jovem e que nunca tira a maquiagem, e sim ‘coloca uma camada por cima da outra há pelo menos 20 anos’, caiu no gosto do público.

Aliás, foi assim também com a inesquecível Kika Jordão de “Lua Cheia de Amor”, com a delegada Francisquinha de “Pedra Sobre Pedra” e com a Ademilde, a dona do mercado Frango com Tudo Dentro, na novela “A Lua me Disse”. Tem sido assim nos 50 anos de carreira da atriz: ela sempre rouba a cena.

Arlete Sales Lopes , nasceu em Paudalho, no interior de Pernambuco em 1942.Logo cedo decidiu que seria ser artista. Também casou cedo e grávida. Aos 16 anos embarcou para o Rio para se casar grávida com o namorado, o ator Lucio Mauro.

“Sempre fui transgressora: trabalhei muito cedo e casei muito novinha. Um pouco de transgressão sempre fez parte da minha vida, graças a Deus”, revela.

SEUS NETOS, PEDRO E JOANA, SÃO O SEU XODÓ

Da união com Lucio Mauro, Arlete teve dois filhos: Alexandre e Gilberto. Alexandre lhe deu dois netos, Pedro e Joana, que são o seu xodó. A atriz também foi casada com o ator Tony Tornado.

Há seis anos ela namora o dançarino Álvaro Reis, que recentemente participou do quadro ‘Dança dos Famosos’ no Faustão. “Na nossa relação não tem a necessidade de morar juntos, está maravilhoso como está”, comemora.

A atriz mudou-se há um ano para uma confortável casa na Gávea, zona sul do Rio. Lá ela mora com a mãe Severina, 84 anos, o caçula Gilberto e as cadelas Akira e Kika.

“Eu vivi todos os desesperos da minha geração. Hoje, quanto menor o ruído melhor”, diz.

PAPÉIS MARCANTES NA TELEVISÃO 

Arlete é uma das atrizes mais importantes da sua geração. No Rio, começou sua carreira na extinta TV Tupi. “Verão Vermelho”, em 1970, foi a novela que marcou sua estréia na Rede Globo. E ela não parou mais. Em 1972 ela fez “O Homem que Deve Morrer” e realizou o sonho de trabalhar numa novela de Janete Clair.

Na primeira versão de “Selva de Pedra” ela interpretou a Laura e destaca este trabalho um dos melhores de sua carreira. A inesquecível Carmosina, que a atriz interpretou em “Tieta” também merece ser lembrado.

Segundo Arlete um dos seus trabalhos inesquecíveis na televisão foi na novela “Lua Cheia de Amor”, em 1990, onde deu vida a divertidíssima Kika Jordão, uma aspirante a socialite que passou toda a trama por situações hilárias tentando tornar-se amiga de Laís Souto Maia, interpretada por Susana Vieira.

“Fui muito feliz com essa personagem. Não podia dar dois passos na rua que recebia um carinho incrível das pessoas. Foi muito bom”, orgulha-se.


  A ATRIZ QUER FAZER MAIS TEATRO E LAMENTA TER FEITO POUCO CINEMA

No teatro atriz destaca seu trabalho em “A Partilha”, peça de Miguel Falabella que ficou cinco anos em cartaz.

“Foi uma grande realização e um encontro muito feliz que tive com o Miguel”, diz. No espetáculo quatro irmãs, reunidas durante o enterro da mãe, se reencontram após muito tempo afastadas para fazer um levantamento dos bens da família e rediscutir suas próprias vidas.

A atriz adora fazer teatro e já participou de mais de 30 peças. “Estou agora procurando um texto para levar aos palcos. Com o seriado terei tempo livre e gostaria de usar este tempo no teatro”, planeja.

Uma frustração na carreira de Arlete Salles é ter feito pouco cinema.

“Gostaria de fazer mais cinema. Estou no elenco de ‘Polaróides Urbanas’ do Falabella, que vai estrear em setembro”.

A PARCERIA COM O AMIGO MIGUEL FALABELLA

Miguel Falabella é um grande amigo da atriz e desde a “A Partilha” não é raro ver a dupla trabalhando junta. Ela teve papel de destaque em “Salsa e Merengue” e “A Lua me Disse”, as duas novelas que ele escreveu.

“Nossa identificação é grande e o Miguel tem um humor muito sofisticado”, elogia.

A comédia é um capítulo especial na carreira da atriz, que ficou marcada por tipos divertidíssimos.

“A televisão me tornou conhecida pelas comédias, não fui eu que procurei, as comédias é que me procuraram. E eu não rejeito esse gênero não, eu adoro fazer rir”, diz. O público também adora se divertir com Arlete.


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